Bolsa de Estudo no Brasil para Estrangeiros

Bolsa de Estudo no Brasil para Estrangeiros

O PEC-G, Programa de Estudantes-Convênio de Graduação, oferece bolsas de estudo para jovens de países em desenvolvimento.

Este artigo é direcionado aos milhares de usuários estrangeiros que acessam o Brasil Escola todos os dias, principalmente pelo interesse em estudar no Brasil.

A maioria é natural de países africanos que têm o Português como língua oficial, como Angola e Moçambique, mas também é comum que naturais dos demais países sul-americanos busquem a formação superior nas universidades brasileiras.

A maneira mais comum dos estrangeiros conseguirem vaga em universidades brasileiras sem a necessidade do vestibular tradicional ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é através do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) do Ministério da Educação (MEC).

O PEC-G concede bolsas de estudo no Brasil para estrangeiros com idade entre 18 e 23 anos, com ensino médio completo. Os candidatos devem ser cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Veja abaixo os países participantes do PEC-G:

África: África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Gabão, Gana, Mali, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, República do Congo, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Togo e Tunísia.

América do Norte e Central: Antígua e Barbuda, Barbados, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

América do Sul: Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai.

Ásia: China, Índia, Líbano, Paquistão, Síria, Tailândia e Timor Leste.

O interessado deve provar que é capaz de custear suas despesas no Brasil, ter certificado de conclusão do ensino médio ou curso equivalente e proficiência em língua portuguesa, no caso dos alunos de nações que não fazem parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O processo seletivo do PEC-G é realizado anualmente, com inscrições no final do primeiro semestre, nas missões diplomáticas brasileiras ou repartições consulares. Na inscrição, é necessário apresentar histórico escolar e Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras). Os candidatos de países que não aplicam  o Celpe-Bras, após a Seleção do PEC-G, serão submetidos ao curso de português do Celpe-Bras.

Inscrições 2016: 9 de maio a 15 de julho

A seleção do PEC-G é rigorosa e realizada por docentes e técnicos das instituições de ensino superior (IES) brasileiras participantes do programa. Eles analisam o histórico escolar do candidato e adequação do currículo do ensino médio ao(s) curso(s) de graduação pretendido(s). O resultado é divulgado em dezembro.

Os estrangeiros selecionados pelo PEC-G, principalmente os oriundos de países africanos, também podem concorrer a uma bolsa no valor de um salário mínimo. O Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes) visa cooperar para a manutenção dos estudantes durante o curso, já que muitos vêm de países pobres. Os interessados devem estar regularmente matriculados em universidade credenciada do PEC-G e ter bom desempenho acadêmico.

Mais informações no sítio do PEC-G, no sítio do Promisaes, pelo e-mail pecg@mec.gov.br ou, ainda, telefone (61) 2022-8177  (o código do Brasil é 55).

Pagina del PEC-G en español

PEC-G website in english

Unila e Unilab

Em 2010, foram criadas duas universidades federais voltadas para a integração de alunos brasileiros e estrangeiros: a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unila)

A Unila oferece vagas para estudantes de todos os países da América do Sul, com exceção das Guianas, por questão do idioma. A seleção dos estudantes estrangeiros é realizada pelo respectivo Ministério da Educação ou órgão correlato dos seus países.

A Unilab possui parceria com Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Os estudantes desses países devem se inscrever no vestibular, pelo sitio da Unilab, e entregar os documentos exigidos na Embaixada do Brasil localizada em seu país.

Edital do Enem 2016 já está disponível

Documento foi publicado no DOU desta sexta-feira, 15. Inscrições começam no dia 9 de maio.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 15 de abril, o edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016. O documento dispõe sobre as diretrizes, os procedimentos e os prazos desta edição.

Confira o Edital do Enem 2016

O cronograma e as novas regras do Enem 2016 foram anunciados ontem, 14, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em coletiva de imprensa. As inscrições poderão ser feitas entre as 10h do dia 9 de maio até as 23h59 do dia 20 seguinte, exclusivamente pela internet.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição, que passou de R$ 63 para R$ 68, deverá ser paga até as 21h59 do dia 25 de maio. A novidade desta edição é que o pagamento poderá ser efetuado em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos correios, e não apenas no Banco do Brasil.

Isenção

Estudantes que cursaram o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio poderão solicitar a taxa de isenção no ato da inscrição, mediante declaração de carência socioeconômica.

Já os concluintes do Ensino Médio no ano de 2016, matriculados em qualquer modalidade de ensino em escola da rede pública, declarada ao Censo Escolar da Educação Básica, estão automaticamente isentos da taxa de inscrição.

Vale ressaltar que os participantes que obtiveram isenção no Enem 2015 e não compareceram para a realização das provas não terão direito ao benefício nesta edição. Os que possuem justificativas deverão apresentá-las no sistema de inscrição, contudo, elas estão passíveis de análise pelo Inep.

Certificação

O Edital do Enem 2016 prevê que estudantes com 18 anos completos até o primeiro dia de realização das provas podem utilizar os resultados do Exame para certificação do ensino médio. Para isso, os interessados deverão indicar uma das Instituições Certificadoras, no ato da inscrição, e atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do exame e o mínimo de 500 pontos na redação.

Em março, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a criação de um exame específico para também conceder o certificado de conclusão do ensino médio. Contudo, o Enem continua sendo o único exame com esse fim.

Atendimentos

Os candidatos que requererem atendimento especializado e/ou específico deverão apresentar o diagnóstico com a descrição da condição que motivou sua solicitação, inclusive com a assinatura e identificação do médico e/ou profissional especializado com o respectivo registro no conselho de classe.

Os que apresentaram a documentação em 2015 e tiveram o documento aprovado não precisarão reapresentá-lo neste ano. Travestis ou transexuais que desejarem atendimento pelo nome social poderão solicitá-lo na Página do Participante entre os dias 1º e 8 de junho, mediante documentação comprobatória.

Locais de prova

Pela segunda vez, o Cartão de Confirmação da Inscrição será disponibilizado apenas pela internet, já que o órgão economizou cerca de R$ 18 milhões na última edição com o não envio via Correios. O documento, que deve ser apresentado no dia das provas, contém número de inscrição, data, hora e local de realização das provas, opção de língua estrangeira, indicação do atendimento e solicitação de certificação, se for o caso.

Provas

As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro, em virtude das eleições que acontecem no mês de outubro. Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 13h, pontualmente, enquanto o início das provas está previsto para as 13h30.

O horário de abertura e fechamento dos portões é o mesmo para sabatistas, contudo eles serão acomodados em salas de provas onde deverão aguardar para iniciarem o Exame às 19h, no horário de Brasília, exceto nos estados AC/AM/MT/MS/RO/RR, nos quais as provas começarão às 19h do horário local.

No primeiro dia, os candidatos terão 4h30 para responder 90 questões objetivas sobre as áreas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo, serão concedidas 5h30 para as 90 perguntas sobre Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias mais Redação.

Novidades

Além de porta objetos, detectores de metais e o intervalo de 30 minutos entre o fechamento dos portões e o início das provas, o Inep coletará os dados biométricos dos participantes em algum dos dias de aplicação das provas, por meio de uma Ficha de Identificação Digital, como medida de segurança.

O órgão também desenvolveu um aplicativo para smartphone que fornecerá todas as informações sobre o Exame ao longo do processo, como cronograma, dicas, informações, mural de avisos e espaço do participante. Ele poderá ser obtido gratuitamente pelos participantes, que terão uma nova e segura forma de armazenar seu login e senha.

Números

Em 2015, o Enem registrou 7.746.436 participantes inscritos e contou com o envolvimento de 916.617 colaboradores. Foram produzidas 16,8 milhões de provas, distribuídas em 64.216 malotes para 14.455 locais de provas em 1.723 municípios. Além disso, foram contabilizadas 10.538 rotas de distribuição e 526 mil km em distância total percorrida.

Para 2016, a estimativa é de que 8 milhões de estudantes se inscrevam no Exame. Além disso, devem ser produzidas 17 milhões de provas, que serão distribuídas em 65 mil malotes para 1.716 municípios e 13 mil rotas de distribuição. A previsão é de que 917 mil colaboradores sejam envolvidos nesta edição.

O Exame

A inscrição no Enem 2016 permite que o candidato concorra às vagas oferecidas pelas instituições públicas de ensino superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU) e às bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de educação superior, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).

Ele também pode participar do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), para cursos técnicos; do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), do Programa Ciência sem Fronteiras, obter certificado de conclusão de ensino médio e ingressar em instituições de ensino superior de Portugal.

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Mais informações podem ser obtidas pelo 0800-616161.

Técnicas de Redação: A impessoalização da linguagem

Técnicas de Redação: A impessoalização da linguagem

A impessoalização da linguagem é uma técnica muito utilizada nos textos do tipo dissertativo-argumentativo, servindo para eliminar marcas de subjetividade do discurso.

Você já deve saber que uma das características principais do texto dissertativo-argumentativo é a impessoalidade da linguagem.

Para escrever textos de uma maneira mais formal, às vezes é necessário impessoalizá-los, isto é, omitir os agentes do discurso para ocultar nossa opinião pessoal e as diversas vozes que compõem um texto. Esse tipo de postura serve para atenuar a dialogia e contribuir para uma posição impessoal sobre determinados assuntos.

Quer um exemplo? Imaginemos a seguinte situação: Você vai prestar algum concurso ou vestibular e o tema da redação é “A redução da maioridade penal: você concorda?”. Provavelmente você deve ter uma opinião formada sobre o tema, o que não significa, no entanto, que você precise redigir a defesa de seu ponto de vista na primeira pessoa.

Pode ser que você tenha passado por alguma experiência pessoal que justifique o desenvolvimento de seu raciocínio, mas ainda assim é preciso deixar a narrativização de lado e optar por elementos que afastem as emoções e as questões pessoais de seu texto.

Gramaticalmente, há várias maneiras para que você alcance a impessoalização da linguagem do seu texto.

Dica 1: Generalizar o sujeito, colocando-o no plural

Essa é uma maneira eficiente de distanciar-se das emoções e da subjetividade em um texto dissertativo-argumentativo. Para isso, você deverá evitar o discurso na primeira pessoa (eu) e adotar o uso da primeira e da terceira pessoa do plural (nós e eles): expressões como cientistas reconhecem, nossas conclusões e procuramos demonstrar são menos pessoais do que reconheço, minha conclusão e procurei demonstrar.

Dica 2: Ocultar o agente

Expressões do tipo: é importante, é preciso, é indispensável, é urgente contribuem com o propósito da neutralidade, pois ocultam o agente da oração. Para quem é importante? Para quem é preciso? Para quem é indispensável? Para quem é urgente? As perguntas ficam sem respostas porque não é possível definir o agente com clareza, o que neutraliza o discurso, além de deixá-lo mais objetivo.

Dica 3: Opte por um agente inanimado

Essa é outra maneira eficiente de impessoalizar a linguagem do texto. Ao optar por um agente inanimado, a responsabilidade em relação à ação estará diluída, já que não será possível identificar com precisão seu agente. Exemplos:

A diretoria da empresa indicou um novo coordenador.

Os parlamentares votaram um projeto de lei.

O governo não entregou a obra.

Dica 4: Uso gramatical do Sujeito Indeterminado

Ao adotar essa técnica, você não permitirá que o leitor identifique com precisão o agente da ação. Ela é muito útil principalmente quando, no texto, surgir alguma informação da qual você desconhece a exata procedência:

Aprende-se na escola a importância da preservação da natureza.

Acreditava-se que o Brasil erradicaria a miséria e a pobreza.

Fala-se muito sobre o problema da violência.

Dica 5: Uso da voz passiva

Empregar a voz passiva é uma outra maneira que contribui bastante para a impessoalização do discurso. Isso acontece porque, ao utilizarmos a voz ativa, apresentamos um agente explícito, enquanto na voz passiva esse agente poderá estar oculto. Veja os exemplos:

As novas descobertas sobre a cura da AIDS foram realizadas em centros de estudo e laboratórios cubanos.

Está sendo comprovada a importância da escrita à mão no processo de aprendizado

6 Passos para Escrever uma boa Redação

6 Passos para Escrever uma boa Redação

Ler atentamente a proposta de texto e fazer um plano de trabalho para organizar as ideias são algumas das dicas importantes do passo a passo para escrever uma boa redação.

Escrever uma boa redação pode ser um grande desafio para a maioria das pessoas, principalmente para quem não tem lá muita habilidade com as palavras. Redigir um texto pode parecer uma tarefa complicada, mas existem algumas técnicas de escrita que facilitam o dia a dia de quem precisa treinar para se dar bem na escola, no Enem e nos demais vestibulares.

Ser eficiente com a escrita pode ser um facilitador na vida profissional, afinal de contas, quem se comunica bem tem maiores chances de alcançar o sucesso. Para ajudá-lo(a) a passear com maior tranquilidade pelo universo da língua portuguesa, o Brasil Escola preparou o passo a passo para escrever uma boa redação. Aproveite bem nossas dicas e bons estudos!

Passo a passo para escrever uma boa redação:

  1. Leia a proposta com atenção: Pode parecer uma dica simples demais, mas se todos realmente prestassem atenção na proposta, certamente o número de redações zeradas no Enem, por exemplo, seria muito menor. Essa é uma falha que desclassifica muitos candidatos, principalmente os apressadinhos que não leem direito a proposta e acabam fugindo do tema. Leia, releia, aproveite a coletânea de textos (se houver) e diminua consideravelmente as chances de errar o foco narrativo ou de criar alguma coisa que o professor – ou a banca – não solicitou;
  1. Faça um plano de trabalho: Fazer um plano de trabalho é mais ou menos como fazer um rascunho das ideias. Lembre-se de que ele deve ser curto, claro e objetivo. Se você optar por uma narração, por exemplo, defina no plano de trabalho seus principais elementos, como as personagens, o enredo, o espaço e o tempo. Caso seja uma dissertação, pense nas ideias e nos argumentos que serão defendidos ao longo do texto;
  1. Escrever o texto: Acredite, você não vai perder tempo se dedicar alguns minutinhos para pensar na proposta e fazer um plano de trabalho antes de efetivamente começar a dedicar-se à escrita do texto, pelo contrário, essas dicas nortearão e facilitarão seu trabalho. Nessa etapa, preocupe-se apenas em deixar as ideias fluir, não se preocupe em corrigir a escrita ou as ideias;

4. Corrija seu texto: Agora sim é hora de reler o texto e observar o que pode ser melhorado. Primeiro se atenha à coerência textual, ou seja, fique de olho nas ideias ou no enredo de seu texto. Esses elementos foram bem desenvolvidos? Fazem sentido? Estão claros e serão de fácil entendimento para o leitor? Se sim, vá para o próximo passo, que é a correção da ortografia, da pontuação e da coesão. Verifique se não há repetições no texto e, caso essa falha tenha acontecido, faça substituições por meio da pronominalização ou por meio de sinônimos, hiperônimos e hipônimos;

  1. Coloque o título: Lembre-se sempre de que o título é a última coisa com a qual você deverá se preocupar, afinal de contas, se você fizer isso antes do texto pronto, as chances de ele não ficar condizente com a redação serão enormes. Ao longo do processo de escrita, novas ideias vão surgindo, por isso é mais adequado deixar o título para o final. Seu título deve ser interessante para que o leitor sinta-se convidado a ler sua redação e, para que seja interessante, ele não deve ser curto demais ou dar muitas pistas sobre o conteúdo do texto.

6. Passe o texto a limpo: Depois de todas essas etapas, é hora de passar o texto a limpo. Nós sabemos que nem sempre dá tempo de fazer um rascunho para só depois reescrever o texto, mas sempre que possível, siga essa dica. Capriche na letra, pois uma letra ilegível impossibilita ou dificulta a leitura (lembre-se de que nem todas as pessoas estão dispostas a decifrar incógnitas), levando por água abaixo todo o seu esforço para escrever bem.

 

 

10 Dicas de Redação para Concursos

10 Dicas de Redação para Concursos

Quem disse que escrever é tarefa fácil? Mas, felizmente, existem dicas de redação que podem nortear seus estudos e ajudar na compreensão do funcionamento da linguagem escrita

Quem nunca ficou apreensivo diante de uma folha de redação? Elemento fundamental para a composição da nota em concursos e vestibulares, a redação costuma provocar muita dor de cabeça nos candidatos, pois nesse momento todo nosso conhecimento linguístico é colocado à prova dos leitores/corretores, que julgarão se somos ou não proficientes na escrita da língua portuguesa.

Contudo, embora compor uma boa redação não seja tarefa fácil, existem algumas dicas que podem ajudar você a organizar melhor as ideias. Elaboramos para você dez dicas de redação para concursos e vestibulares que podem nortear os seus estudos. Lembre-se: são dicas, o que não exime você de buscar cada vez mais o aprimoramento, certo?

  1. Todo bom escritor é, por excelência, bom leitor. Quando lemos, assimilamos novas ideias e percebemos o funcionamento da língua na prática. Embora as gramáticas apresentem as regras para uma escrita correta, nem sempre mostram as reais situações de uso, que serão encontradas apenas em textos dos mais diversos gêneros. Portanto, ler é o melhor aprendizado para quem estuda os mecanismos da língua, seja ela qual for;
  1. Treine a escrita, pois a prática faz o bom escritor. O aprendizado fica ainda mais fundamentado e solidificado quando temos alguém para nos orientar, portanto, escreva muito, mas sempre que possível solicite a correção de seus textos para alguém com conhecimento específico na área;
  1. Fique atento às instruções que são repassadas na coletânea de textos para a composição da redação e respeite o número mínimo e máximo de linhas. Cada linha que você ultrapassa é desconsiderada no momento da correção e certamente afetará seu desempenho;
  1. Quando terminar de escrever, releia todo o texto. Uma leitura cuidadosa pode filtrar erros gramaticais, assim como problemas mais complexos que afetem a coerência e a coesão do seu texto;

5. Uma redação não deve ser muito grande, nem muito pequena. Para evitar esse tipo de situação, geralmente um bom texto tem de quatro a cinco parágrafos, pois essa forma contempla bem o desenvolvimento de todas as partes que compõem a redação, ou seja, introdução, desenvolvimento e conclusão;

6. A objetividade é um fator que conta muitos pontos a seu favor. Evite rodeios, vá direto ao assunto, optando por uma linguagem mais incisiva e enxuta. Chavões e clichês são considerados termos desnecessários, por isso, evite-os;

  1. Respeite a forma da redação, isto é, obedeça às margens e faça o recuo correto dos parágrafos, afinal de contas, eles são essenciais para mostrar ao seu leitor que um novo bloco de ideias será iniciado. Fique atento também à letra, se não houver restrições expressas no caderno de redação, prefira a letra de forma, pois geralmente são mais legíveis;
  1. O uso do título em uma redação nem sempre é obrigatório, por isso fique atento às instruções. Caso ele seja solicitado, deve ser uma frase nominal, breve e não pontuada;

9. Pontue suas orações com mais frequência. Períodos longos podem tornar a leitura enfadonha e deixar a escrita mais propensa a erros relacionados à coerência e à coesão;

  1. Geralmente, a redação é a última atividade no caderno de provas, o que não quer dizer que você precise deixá-la para o final. Seu texto pode ser responsável pela composição de até 60% da nota, sendo assim, tente priorizá-lo. Caso opte pelo rascunho, o que é aconselhável, fique atento quando for passar a limpo, leia com cuidado para não esquecer de nenhuma palavra ou frase.

As dicas aqui sugeridas podem ajudar você na composição de uma boa redação. Porém, lembre-se: não existe um manual a ser seguido e, infelizmente, ainda não inventaram uma fórmula mágica que faz de nós exímios escritores da noite para o dia. A proficiência na modalidade escrita demanda tempo, dedicação, muito treino e alguma inspiração, portanto, bom trabalho e bons estudos!

 

As dicas aqui sugeridas podem ajudar você na composição de uma boa redação. Porém, lembre-se: não existe um manual a ser seguido e, infelizmente, ainda não inventaram uma fórmula mágica que faz de nós exímios escritores da noite para o dia. A proficiência na modalidade escrita demanda tempo, dedicação, muito treino e alguma inspiração, portanto, bom trabalho e bons estudos!

5 Dicas sobre os Títulos nas redações do Enem

5 Dicas sobre os Títulos nas redações do Enem

Optar por frases curtas e ser criativo estão entre as cinco dicas sobre o título na redação.

Você já se deu conta da importância do título para a sua redação? Quantas vezes você já leu um texto simplesmente porque gostou do título ou quantas vezes você já se interessou pela leitura de um livro apenas porque gostou de seu nome? Viu só? Respondendo a essas perguntas, certamente você pôde atentar a um dos elementos responsáveis por atrair o interesse do leitor: o título.

Elemento responsável por resumir o assunto de um texto, o título nem sempre é exigido em algumas provas. No Enem, por exemplo, ele é opcional. Já no vestibular da Fuvest, ele é obrigatório. Essa informação, obrigatoriedade ou não do título, sempre será dada na proposta, por isso é indispensável que você fique atento. Para ajudá-lo(a) a criar um título que seja interessante e objetivo, o Brasil Escola preparou cinco  dicas de redação que vão eliminar suas dúvidas sobre essa parte do texto que é uma dor de cabeça para a maioria das pessoas. Boa leitura e bons estudos!

  1. O título deve ser um resumo do tema:

O título deve resumir o tema da redação sem entregar demais o seu conteúdo, caso contrário, toda a curiosidade do leitor irá por água abaixo. Nele, o leitor deve encontrar pistas sobre o assunto que será abordado, por isso, evite títulos rebuscados, opte pela simplicidade.Um bom título pode também mostrar para o corretor que você entendeu a proposta de maneira adequada.

  1. Evite frases longas:

Um bom título deve ser curto, por isso, nada de frases longas! Períodos longos contrariam a ideia da objetividade, por isso, o título ideal deve conter, no máximo, três palavras e não deve ultrapassar uma linha. Claro que essa é uma recomendação, existem exceções, mas na maioria das vezes, a dica funciona bem.

  1. O verbo no título não é obrigatório:

A regra é a seguinte: se apesar da ausência do verbo, seu título consegue sintetizar o tema,

não há problema nenhum em usar expressões (frases sem verbos). O título não precisa ser composto, necessariamente, por uma oração completa, isto é, com sujeito e predicado. Aposte na criatividade e decida o que for melhor para o seu texto.

 

  1. Seja criativo:

Se você quer chamar a atenção do leitor, não tenha dúvidas de que a criatividade deve ser colocada em prática. Para isso, você pode usar figuras de linguagem e a intertextualidade, isto é, estabelecer um diálogo com livros que leu, filmes a que assistiu, músicas que ouviu etc. Além disso, você também pode fazer citações na hora de compor o título, lembrando-se sempre de colocá-las entre aspas. Todavia, vale ressaltar que ser criativo não tem nada a ver com rebuscamento linguístico, cuidado!

  1. Ponto final, letras maiúsculas, linha em branco:

Pode parecer curioso, mas essas são dúvidas recorrentes na hora de escrever o texto. Sobre o ponto final, você deverá colocá-lo quando no seu título constar um verbo. Se não for uma oração, você não deve pontuá-lo, simples assim. Sobre o emprego de letras maiúsculas, esqueça, você não está escrevendo em latim, por isso, escreva normalmente, deixe a letra maiúscula apenas para os casos em que ela é obrigatória. Por último, a famigerada linha em branco. Pular uma linha ou não pular uma linha depois do título? A resposta é: depende. É uma questão de estética e organização do texto, já que pular uma linha pode deixá-lo mais apresentável. Se o limite de linhas for pequeno, evite esse recurso.

 

5 Hábitos para Melhorar a sua Redação

Dispensar o corretor ortográfico e criar oportunidades para treinar a escrita estão entre os cinco hábitos para melhorar sua redação.

“Para mim, o ato de escrever é muito difícil e penoso, tenho sempre de corrigir e reescrever várias vezes. Basta dizer, como exemplo, que escrevi 1.100 páginas datilografadas para fazer um romance, no qual aproveitei pouco mais de 300.”

A frase que você leu acima é de autoria de Fernando Sabino, um dos melhores cronistas da literatura brasileira. Nela, Sabino deixa explícita toda a sua dificuldade para escrever e, se foi difícil para ele, que se destacou como exímio escritor e jornalista, imagine para nós, meros mortais! As palavras do escritor soam quase como um alento para quem também sofre diante de uma folha em branco e mostram que é possível sim, com algum treino e dedicação, ter êxito no universo das palavras.

Falar é fácil, difícil mesmo é escrever, não é verdade? Se na oralidade conseguimos nos comunicar de maneira eficiente, por que será que quando o assunto é organizar as ideias no papel tudo fica mais difícil? Isso acontece porque escrever demanda habilidades linguísticas diferentes, isto é, conhecimento sobre sintaxe, organização textual, técnicas de redação, entre outros elementos que possibilitam que a mensagem seja emitida de maneira satisfatória. Conhecer esses elementos é indispensável para quem quer escrever mais e melhor, bem como livrar-se da influência da comunicação oral (muitas pessoas transferem para o papel vícios de linguagem próprios da oralidade) e da falta de familiaridade com a escrita.

Escrever é um desafio, e ficar longe de ambiguidades, redundâncias, clichês, erros de sintaxe e de pontuação (apenas para citar alguns) deve ser prioridade. Erros assim podem ser eliminados se você adquirir alguns hábitos simples, mas super eficientes.

  1. Eleja seu livro favorito: Pode ser qualquer um, desde que ele esteja sempre à mão. Já ouviu falar no livro de cabeceira, aquele que fica ali pertinho da cama para você folhear nos momentos de descanso? Pois é, nós queremos que você tenha esse hábito e que, pelo menos uma vez por dia, passeie por suas páginas. Parece simples, mas ler todos os dias, ainda que poucas páginas, pode melhorar o vocabulário e contribuir para uma melhor compreensão do funcionamento da língua;
  2. Sempre que possível, escreva: Crie oportunidades para treinar a escrita, mesmo que seja por meio de e-mails, bilhetes, lembretes de geladeira, recadinhos etc. Claro que a comunicação oral é importante, mas sempre que houver a oportunidade, pegue um papel (pode ser no computador, no tablet, no smartphone…) e treine a escrita. Você vai observar que existem inúmeras situações em nosso cotidiano que permitem esse exercício. Dê preferência para a escrita à mão, pois já foi comprovado cientificamente que escrever à mão treina as redes neuronais do cérebro, facilita o aprendizado de novos idiomas, entre outros benefícios;
  3. Quando for escrever, não se esqueça do leitor: Este é um erro que muitas pessoas cometem: escrever sem pensar na inteligibilidade da mensagem. Os textos escritos não dispõem dos mesmos recursos dos textos orais (entonação, pausas etc.), recursos esses que facilitam a compreensão da mensagem. Por isso, todo cuidado é pouco e, antes de enviar um e-mail, por exemplo, faça o exercício simples de revisá-lo, um pequeno hábito que poderá eliminar ambiguidades e erros ortográficos e sintáticos que geralmente comprometem a clareza textual. Lembre-se sempre: a pressa é inimiga da perfeição;
  4. Sempre tenha um tempinho para aprender o que você não sabe: Enquanto escrevemos, é normal que surjam algumas dúvidas, e se você quer mesmo aprender a escrever melhor, é indispensável que vá atrás das respostas, seja consultando um dicionário, seja pesquisando na internet – o que não vale é fazer de conta que está tudo bem e assumir o risco de errar. Não há nada que não possa ser aprendido ou aperfeiçoado, basta um pouquinho de paciência e dedicação. Deixe a preguiça de lado e investigue, questione, não permita que uma dúvida linguística fique sem resposta, muito menos que um erro transforme-se em hábito;
  5. Evite usar o corretor ortográfico: Algumas pessoas não conseguem mais escrever sem utilizar esse artifício. Nós sabemos que o corretor é muito útil, mas será que você confere as dicas sugeridas por ele ou apenas acata a correção? Outra coisa: quantas vezes o corretor ortográfico já o induziu ao erro? Você já percebeu que nem sempre ele apresenta sugestões adequadas para o seu texto? Isso acontece porque essa é uma ferramenta que nem sempre é capaz de compreender nossas ideias e estilo de escrita, e o que deveria ajudar pode transformar-se em um verdadeiro inimigo. Faça o teste, experimente, em vez de habilitar o corretor, habilite-se a consultar um dicionário ou uma gramática. Com o tempo, você perceberá que pode aprender muito mais assim.

Bons Estudos!

10 Dicas para Melhorar a Concentração nos Estudos para o Enem

10 Dicas para Melhorar a Concentração nos Estudos para o Enem

As dez dicas para melhorar a concentração nos estudos que preparamos para você podem trazer bons resultados à sua rotina de aquisição de conhecimento.

Estudar nem sempre é uma das melhores atividades que precisamos realizar. Além disso, o nosso cérebro parece estar treinado a nos boicotar: ele coopera na concentração em um jogo virtual, por exemplo, mas se distrai facilmente na hora de encarar um livro de estudos para uma prova.

A solução para esse impasse pode estar na organização e elaboração de estratégias de estudo para treinarmos o nosso cérebro a ser fiel. Um estudo concentrado pode poupar tempo e gerar resultados mais satisfatórios e com qualidade, independentemente da quantidade de horas de estudo por dia. Por isso, listamos dez dicas que podem ajudar a manter o foco. Teste cada uma delas e veja quais se adaptam melhor a você.

1 – Leia, mas escreva também

O estudo feito só por meio da leitura não é tão eficiente. O estudante pode se pegar facilmente distraído no decorrer das páginas. Por isso, escreva! Faça esquemas, transcreva partes importantes e organize resumos. Quem escreve consegue assimilar melhor o conteúdo e tê-lo por mais tempo na mente.

2 – Escreva a mão

Com as pessoas totalmente adaptadas aos teclados dos computadores, escrever a mão pode soar meio arcaico ou ainda gerar um pouco de preguiça. No entanto, estudos mostram que, enquanto a pessoa escreve, uma linha de raciocínio é formada e a atenção naquilo que se escreve é bem maior do que se ela estivesse digitando.

3 – Afaste interferências

A hora do estudo deve ser sagrada, por isso, afaste tudo que possa lhe chamar a atenção e desviar o foco. Se possível, desligue ou mantenha no silencioso aparelhos telefônicos, feche páginas da internet alheias ao conteúdo de estudo, desligue a televisão. Separe apenas o material de estudo e concentre-se nele.

4 – Mapas mentais e uso de cores

No tópico sobre escrever a mão, relatamos a importância dessa prática, mas não se trata de sair escrevendo todo trecho dito importante, pois, dessa forma, você escreveria outro livro, só que menor. O ideal é utilizar esquemas, os ditos mapas mentais: informações sucintas que se inter-relacionam com outras. E mais: usar cores. Setas coloridas, palavras grifadas em outro tom, “caixas de atenção”, que atraem o olhar do estudante para alguma informação em destaque.

5 – Estude Sozinho

Estudar em grupo pode até parecer interessante no sentido de compartilhar saberes, mas, em um primeiro momento, é melhor que o estudante opte por realizar a atividade sozinho. Afinal, com os colegas, o estudo pode ser desfocado por conversas paralelas, e a qualidade do aprendizado, prejudicada. Para os professores, uma boa ideia é explicar a matéria para si mesmo, como se estivesse dando uma aula.

6 – Revise a matéria

De nada adianta você estudar um cronograma inteiro e só no final realizar a revisão. O processo de revisão deve ser contínuo, por isso, releia a matéria dada em sala de aula no mesmo dia. Além disso, tire um dia no final de semana para revisar a matéria da semana e realizar exercícios. Essa prática deixa seu cérebro mais acostumado à rotina.

7 – Organize o local de estudo

Antes de começar a maratona, deixe tudo que você precisa organizado e separado: livros, cadernos, canetas, computador. Estudar em um local onde as coisas estão bagunçadas pode tirar sua concentração. O simples fato de ter que procurar por uma caneta já pode desviar a sua atenção para outras coisas.

8 – Faça um cronograma de estudo e respeite seu tempo

É extremamente fundamental que o estudante elabore um cronograma de estudo e, principalmente, que esse cronograma atenda o seu ritmo de estudos. Estudar com organização de tempo e conteúdo pode ser mais eficiente e gerar bons resultados. O estudo aleatório causa desconcentração, uma vez que não se segue uma rotina, e o cérebro acaba vendo cada dia uma coisa diferente. Além disso, é importante respeitar o seu tempo de estudo. É melhor você estudar três horas por dia com bastante concentração do que seis horas sem a atenção devida.

9 – Esteja fisicamente bem

Esteja fisicamente bem ao iniciar os estudos. Alimente-se e durma bem. Estudar com fome ou sono não será proveitoso. É preciso ter energia para ter um bom rendimento. Atividades físicas regulares também podem ajudar nesse período.

10 – Crie um “ritual” e mentalize a rotina daquele dia

Todo dia antes de começar a estudar, crie um pequeno ritual, seja levar uma jarra de água para a mesa, seja organizar os livros de acordo com o que se vai estudar no dia. Sente-se, respire fundo e mentalize todo o conteúdo que deverá ser visto, a sequência de estudos, os exercícios. Dessa maneira, seu cérebro irá se acostumar que a partir daquele momento não tem brincadeira mais, é hora de estudar.

4 Dicas de uma Redação Nota 10

4 Dicas de uma Redação Nota 10

Algumas dicas simples e eficientes podem facilitar sua rotina de estudos e ajudá-lo(a) a fazer uma redação nota 10!

O que é preciso para escrever bem?Pensou?

Difícil, não é mesmo? Afinal de contas, existe uma fórmula mágica que seja capaz de nos transformar em autores competentes de um dia para o outro? Bem, você que conhece a língua portuguesa sabe que, para essa pergunta, a resposta é assertiva: não. Ainda não inventaram nada mais eficiente do que a dedicação e a leitura, essas, de fato, são fórmulas certeiras para quem deseja se dar bem com a palavra escrita. Para que a comunicação seja eficientemente estabelecida entre autor e leitor, é indispensável conhecer todos os recursos que a língua nos disponibiliza, assim como é preciso expandir nosso repertório cultural.

Pois bem, para dar uma forcinha a você que se dedica ao aperfeiçoamento da competência discursiva, o Brasil Escola preparou algumas dicas de redação simples, porém eficientes. São dicas que poderão facilitar sua rotina de estudos e deixá-lo(a) mais perto daquela redação nota 10. Lembre-se de que são apenas alguns direcionamentos! Para aproveitá-los integralmente, é preciso dispor de conhecimentos prévios. Quem realmente quer tornar-se um bom escritor não busca atalhos, sabe que escrever demanda tempo, transpiração e também inspiração. Aproveite nossas dicas!

Dica 1: Leia e releia o tema da redação.

Esse é o ponto de partida. Parece uma dica simples, mas fato é que boa parte das pessoas que se candidatam a uma vaga em universidades e cargos públicos não tem o devido cuidado com o tema da redação. Algumas provas oferecem textos motivadores (também conhecidos como coletâneas) que, quando bem aproveitados, podem fazer toda a diferença entre a nota 0 e a nota 10. Leia, releia e, se preciso for, repita a leitura até que você tenha entendido a proposta.

Dica 2: Planeje seu texto.

Nem mesmo os grandes escritores pulam essa etapa no momento da escrita. Antes de começar a estruturar seu texto, delimite o tema, defina o objetivo e selecione ideias que sejam capazes de sustentar a tese que você defenderá ao longo da redação. Observe um esquema simples e objetivo que facilitará o planejamento do seu texto:

Tema: assunto geral do texto.

Delimitação do tema: aspecto do tema que vai ser tratado.

Objetivo: o que você pretende com o seu texto?

Ideias do desenvolvimento: argumentos, exemplos, comparações, confrontos e todos os recursos que auxiliarem na sustentação do ponto de vista que será apresentado para o leitor.

Dica 3: Planejamento feito, é hora de escrever!

Agora que você já sabe os caminhos a serem percorridos (lembre-se de que é um planejamento, nada impede que você modifique, retire ou acrescente ideias, certo?), é hora de redigir. Para impressionar positivamente o leitor, escolha uma frase bem atraente para abrir com chave de ouro o seu texto. Você pode usar uma citação (curta, ok?), uma declaração, uma pergunta (desde que ela seja respondida ao longo do texto e desde que ela não seja uma pergunta retórica), um verso, a letra de uma música ou poema etc. São muitas as possibilidades que podem ajudar a “seduzir” o leitor e a deixá-lo curioso para conferir o restante do seu texto. Não se esqueça de que cada parágrafo deve conter apenas uma ideia e, ao concluí-lo, não importa a etapa do texto que você esteja trabalhando (introdução, desenvolvimento ou conclusão), seja convincente.

Dica 4: Seja natural.

Ser natural significa que você não deve construir um muro entre você e o leitor. Muitas pessoas pecam pelo formalismo exagerado e acabam apelando para construções sintáticas confusas e cheias de inversões, bem como para o uso de palavras obsoletas retiradas de algum dicionário antigo. Não faça isso. Preze pela clareza e não permita que o leitor não compreenda as ideias que você pretende transmitir; caso contrário, a comunicação, função primordial da linguagem, será prejudicada. Para escrever de maneira natural, você pode empregar recursos como: pausas, uso da voz ativa, perguntas diretas e emprego de modalizadores do discurso, elementos que não só ajudarão você a exprimir sua posição em relação àquilo que é dito, assim como proporcionarão uma maior interação entre você e o leitor.

Os 10 Erros Comuns de Português a serem evitados

Os 10 Erros Comuns de Português a serem evitados

Do que adianta ter bons argumentos quando o texto está mal escrito? Para evitar essa situação, saiba como evitar dez erros comuns de português na hora de escrever uma redação.

Escrever bem ainda é um grande desafio para a maioria das pessoas, sobretudo para aquelas que precisam conhecer os meandros da modalidade escrita para alcançar o sucesso pessoal e profissional. Não é tarefa fácil lidar com a língua portuguesa, haja vista que nosso idioma apresenta inúmeras particularidades que fazem dele um dos mais complexos do mundo. Uma boa redação depende de uma boa argumentação e de boas ideias, mas depende também de seus conhecimentos gramaticais.

Os erros gramaticais ainda são o maior problema encontrado pelos professores nas redações dos alunos e candidatos de concursos e vestibulares. Não é raro encontrar textos que, embora apresentem um bom nível de argumentação, pecam pelo excesso de incorreção gramatical. A língua portuguesa é um código e precisa ser respeitada e preservada. Por esses motivos, é indispensável conhecer suas regras. Não basta decorá-las, é preciso entendê-las e colocá-las a serviço da comunicação, pois um texto quando bem escrito transmite uma mensagem de maneira mais eficiente.

Para que você fique livre dos deslizes linguísticos que tanto atrapalham a comunicação na modalidade escrita, separamos algumas dicas de redação muito simples, mas que farão toda a diferença quando surgir aquela dúvida que pode, se não corrigida, comprometer seu texto.

Dica 1: Jamais confunda o verbo “haver” com a expressão “a ver”. Lembre-se de que uma coisa não tem nada a ver com a outra!;

Dica 2: Cuidado para não confundir a terminação dos verbos do pretérito perfeito do indicativo com a terminação dos verbos conjugados no futuro do indicativo: “Os funcionários pediram férias” (pretérito perfeito do indicativo) é diferente de “Os funcionários pedirão férias” (futuro do indicativo);

Dica 3: Atenção para não confundir mau com mal. Caso fique em dúvida na hora de escrever, basta lembrar-se de que “mau” é o contrário de bom, e “mal” é o contrário de bem;

Dica 4: Não confunda “mas” com “mais”. Enquanto mas exerce função de conjunção adversativa, mais exerce o papel de advérbio de intensidade: Ele precisa de mais tempo para descansar, mas a dura rotina de trabalho não deixa;

Dica 5: Nada de trocar lhe dar por lidar e vice-versa. “Trouxe flores para lhe dar”, e não “Trouxe flores para lidar”. “Eu não sei lidar com tantos problemas” em vez de “Eu não sei lhe dar com tantos problemas”;

Dica 6: Cuidado com a junção indevida de elementos. Erros como concerteza (com certeza), incomum (quando o sentido pretendido é “em comum”), encontra partida (em contrapartida) e a partir (a partir) são comuns nas redações;

Dica 7: Atenção quanto ao uso do pronome onde. O pronome onde quase sempre é empregado para expressar noção de lugar. Fora desse contexto, é preciso ter muito cuidado para não escorregar na gramática, principalmente na semântica. Quando não houver indicação de lugar, utilize pronomes relativos como “em que” ou “no qual”. Seguindo essa regra, você evitará erros do tipo: “Esse novo comportamento dos jovens, onde as relações pessoais estão sendo substituídas pelas relações virtuais, não é saudável.” Opte por: “Esse novo comportamento dos jovens, em que as relações pessoais estão sendo substituídas pelas relações virtuais, não é saudável.”;

Dica 8: Use adequadamente os pronomes demonstrativos. Isso, por exemplo, faz referência a uma ideia anteriormente apresentada. Isto deve ser empregado para fazer referência a uma ideia que ainda será apresentada. “Queimou todas as cartas e fotografias. Fez isso para não mais sofrer com as lembranças.”;

Dica 9: Não utilize a palavra mesmo com a função de pronome pessoal. Ela pode ser um pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo, mas jamais um pronome pessoal, ou seja, não deve substituir um sujeito na oração. Errado:“Os suspeitos foram detidos perto da praia de Copacabana. Os mesmos foram levados à delegacia e prestarão depoimento.” Certo:“Os suspeitos foram detidos perto da praia de Copacabana. Eles foram levados à delegacia e prestarão depoimento.”;

Dica 10:  Cuidado com os erros de concordância com verbos que não permitem o plural ou uso de singular quando o verbo deve ir para o plural. Os verbos fazer e haver, por exemplo, quando indicarem tempo cronológico, não variam quanto ao número, ou seja, não se pluralizam: “Faz dez anos que viajamos pela última vez”, e não “Fazem dez anos que viajamos pela última vez”; Encontra-se soluções” (forma errada) em vez de “Encontram-se soluções” (lembre-se de que, nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito).